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"Os homens deveriam saber que é do cérebro e de nenhum outro lugar que vêm as alegrias, as delícias, o riso e as diversões, tristezas, desânimos e lamentações."
Hippocrates

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Neurologia Infantil

Papel do neurologista infantil

O médico neurologista infantil ou também chamado neuropediatra, é o especialista responsável em avaliar o desenvolvimento global da criança desde o seu nascimento até a adolescência, incluindo o desenvolvimento motor, cognitivo, fala, interação interpessoal.

Patologias frequentes no consultório do neurologista infantil

– Dores de cabeça/cefaléia
– Dificuldade escolar
– Déficit de atenção e hiperatividade
– Autismo
– Atraso do desenvolvimento neuropsicomotor
– Epilepsia
– Crises convulsivas febris
– Paralisia cerebral
– Erros inatos do metabolismo
– Doenças cerebrovasculares ( Acidente Vascular Isquêmico)
– Doenças degenerativas do sistema nervoso central e periférico
– Doenças de origem neurogenética
– Infecções do sistema nervoso central
– Doenças neuromusculares

neurologista-infantil

Cefaléia tem sido uma das principais queixas dos pais no consultório de neurologia infantil nos últimos anos, não só por uma maior valorização e conhecimento por parte dos pais e educadores, mas também por maior incidência da principal causa de cefaleia na infância que é a enxaqueca.
As causas da enxaqueca ainda são desconhecidas, mas sabemos que ocorrem por alterações cerebrais e possuem influência genética e ambiental.
As principais características são: dor pulsátil, geralmente em um dos lados, com preferencia na região frontal da cabeça, fotofobia, fonofobia, náuseas e vômitos.
O intervalo entre as crises é variável, e o gatilho para as crises de enxaqueca variam de indivíduo para indivíduo, sendo os mais comuns:

– jejum prolongado
– esforço físico
– luzes e sons intensos
– dormir mais ou menos do que o de costume
– alimentos – salsicha, queijos amarelos, frutas cítricas, carnes processadas, chocolate, café, chá, alguns refrigerantes, glutamato monossódico ( intensificador de sabor – pó do macarrão instantâneo, suco de pó, tempero artificial). Atualmente dispomos de medicação tanto para prevenir, quanto para abortar a crise de enxaqueca, mas é importante realizar o diagnóstico quanto a causa da cefaleia, para assim excluir patologias graves como tumores do sistema nervoso central.

Pensar em epilepsia em criança é algo que na grande maioria das vezes preocupa muito os pais, sendo muito importante para um adequado tratamento, um diagnóstico correto e precoce. A epilepsia ocorre por uma disfunção que leva a descargas elétricas anormais no cérebro. Existem diversas causas de epilepsia na população infantil, sendo a mais comum a chamada epilepsia benigna da infância, porém mesmo sendo chamada de benigna, merece tratamento e atenção Outras causas são: Mal formação cerebral, infeçcão do sistema nervoso central (exemplo: meningite), intoxicação exógena, traumatismo cranioencefálico, sequela de evento hipóxico isquêmico ( baixa oxigenação na gestação ou no parto), geneticamente determinado, tumores, doenças degenerativas do sistema nervoso central, distúrbios vasculares, nutricionais ou metabólicos. A manifestação clínica é bem variada, podendo apresentar uma crise epiléptica/convulsiva com ou sem perda de consciência, movimentos oculares anormais, aumento da salivação, postura de extensão ou flexão dos membros inferiores/superiores de forma simétrica ou assimétrica, diurese involuntária, alterações visuais, espasmo, e ausência. Existem diversas drogas anti epilépticas, porém para uma escolha adequada o diagnóstico inicial tem que ser preciso.

Existem diversas causas de dificuldade de aprendizado, podendo ser de origem física, emocional, intelectual, educacional, sócio-economica e neurológica e em algumas crianças uma junção desses fatores. Portando é necessário uma avaliação global, visando conhecer o paciente desde a sua gestação até o momento da consulta, seu desenvolvimento, doenças pré existentes, sua relação com os familiares e amigos, o tipo de ensino aplicado em sua escola. E se necessário uma avaliação multidisciplinar. É importante lembrar que uma dificuldade escolar poderá levar a uma baixa autoestima, uma vez que a criança vira alvo de cobrança dos pais, educadores e colegas, e infelizmente grande parte dos educadores não estão preparados para lidar com o aluno com essa condição. Sabendo o real motivo que está levando a dificuldade escolar, poderemos intervir de forma eficaz assim levar a melhora do aprendizado.

Vamos deixar o preconceito de lado e encarar o déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) como uma doença, e dessa forma merece ser tratada. Ë muito comum ouvirmos por parte de alguns educadores e familiares que essas crianças são apenas mimadas ou mal educadas, mas na verdade são portadoras de uma patologia causada por alterações no funcionamento cerebral, que se não valorizado e tratado adequadamente poderá levar não só a uma dificuldade de aprendizado, mas são pacientes com maior taxa de abandono escolar reprovação, desemprego, dificuldade em fazer amizades. São crianças agitadas, inquietas, movendo-se sem parar pelo ambiente, parecem estar “ligadas na tomada”, tem dificuldade em manter atenção, são facilmente distraídas com estímulos do ambiente externo e seus próprios pensamentos, isto é “vivem viajando”. O fato de conseguir ficar atenta em alguma atividade, ou não ser inquieta não exclui o diagnóstico, pois quando se dedicam ao fazer algo com extremo interesse, conseguem permanecer mais tranquilas. O tratamento é multimodal, ou seja, é importante uma correta orientação aos pais e professores, orientação de técnicas especificas para melhorar a atenção e o comportamento, e em alguns casos se faz necessário o uso de medicações.

O autismo infantil é um transtorno global do desenvolvimento de extrema complexidade, com grande variabilidade clínica. Em geral apresentam comportamento restrito e repetitivo, tendo dificuldade em sair da rotina, com manias, inabilidade para interagir socialmente, além do não domínio da linguagem para se comunicar. A etiologia do autismo ainda é desconhecida, porém com o grande avanço na área da neurogenética, tem sido identificado genes relacionados a doença, levando a acreditar em uma pré disposição genética associada a fatores ambientais. O grau de comprometimento é variável , podendo ser leve, onde a inteligência e a fala são normais até formas graves em que o paciente apresenta retardo mental, não interage, não obedece comandos, não faz contato visual interpessoal, com movimentos estereotipados e repetitivos, além de agressividade. O diagnóstico é essencialmente clínico, e devido a variabilidade clínica o tratamento deverá ser especifico para cada paciente, dependendo do seu grau de comprometimento. Em geral o tratamento é multidisciplinar, e alguns pacientes podem se beneficiar com medicamentos.
É imprescindível o acompanhamento com um especialista.

O desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM), ocorre através da maturação do sistema nervoso central, e para que ocorra adequadamente é necessário uma carga de estimulo ambiental, além do potencial genético. Muitos pais percebem o atraso do DNPM, comparando seu filho com outras crianças, porém deverão tomar cuidado com as comparações, pois uma criança não é igual a outras, mesmo sendo irmãos poderão adquirir os marcos do DNPM em momentos diferentes sem significar uma doença, lembrar que as crianças prematuras deverão ter a correção para a idade gestacional. Em geral o sustento cefálico deve ocorrer por volta dos 3 meses de idade, sentar sem apoio entre 5 a 7 meses e meio, andar sem apoio entre 11 e 14 meses, contato visual entre 1 e 2 meses, sorrir em resposta a um estimulo até os 3 meses, brincar e demostrar desejos entre 6 e 9 meses, prestar atenção ao som entre 1 e 3 meses, primeiras palavras entre 9 a 12 meses. SINAIS DE ALERTA: Criança muito “molinha”, assimetria de movimentação nos membros, não reagir aos sons, Aos 3m: Não sustenta a cabeça, não olha nos olhos ou não sorri, Aos 8m: Não senta, Aos 15m. Não anda Qualquer dúvida em relação ao desenvolvimento procurar um neurologista infantil e nunca rotular a criança como preguiçosa ou mimada, pois isso poderá mascarar um atraso no desenvolvimento e assim retardar o diagnóstico e o efetivo tratamento.

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